IPv4 acabou em Fev/2017, e agora?

Desde o dia 15/Fev/2017, esgotou o bloco de endereços alocados para a Fase 2 da política de esgotamento. Tá e o que eu tenho a ver com isso?

Em primeiro lugar, não serão alocados novos endereços IPv4 para empresas que já possuem IPv4, ponto. Isso por si só já é um transtorno, pois que precisar já não vai mais poder requisitar uma nova rede. Somente o IPv6 está disponível. E o IPv6 são muitos endereços.

Como a política de endereçamento do IPv6 é de 1 /32 para cada provedor, e para que as alocações automáticas funcionem a rede precisa ser um /64, tem-se um escopo de 232, ou seja, o equivalente a Internet inteira de IPv4, para cada provedor.

E qual o problema com o IPv6? 

O IPv6 em si não tem nenhum defeito, nem problema. Ocorrem duas situações distintas decorrentes do uso dele, que a medida que for mais disseminado e utilizado, serão menos sentidas:

  1. Conteúdos não disponíveis. Pode acontecer de algum site ou serviço oferecido no IPv4 não estar disponível no IPv6. E isso em si é um problema, mas das empresas, não do protocolo;
  2. Caminhos distintos. Ao utilizar o IPv6 e o IPv4 em pilha dupla, podem acontecer comportamentos incomuns, até porque muitos serviços consomem dados de servidores variados. Com isso uma consulta DNS pode resultar em um IPv4 hospedado em um país e a resposta IPv6 em outra. Não somente os caminhos dos pacotes serão diferentes, como a latência dos dados também.

Mas uma questão me incomoda mais do que tudo. A segurança! Ao obter um IPv6 vocês está exposto na Internet com um endereço público. Não que o NAT seja segurança, não é o que estou falando, mas agora os firewalls de borda e dos equipamentos, ganham uma importância ainda maior. Fora que o IPv6 abre a possibilidade de novos ataques.

Mas isso é conversa para uma próxima vez.


TIM Web Móvel

Atualizado – 14/03/08

Fugindo um pouco do assunto Linux, ontem (14 de Agosto) um cliente trouxe um mini-modem da TIM, para configurar no notebook dele. Graças a isso podemos falar um pouco deste novo sistema de conexão banda larga.
Na cidade onde moro, União da Vitória no Paraná ,as opções de banda larga são:

  • Wireless ─ normalmente tem um suporte local melhor e uma área de abrangência maior. Normalmente provê um endereço IP inválido, de forma que os programas de compartilhamento de arquivo não funcionam tão bem.
  • ADSL ─ a rede (costuma) ser mais estável, com velocidades maiores e IP válido. Mas o atendimento quando dá problema é sempre horrível.
  • GPRS (celular) ─ mobilidade sempre. Leve sua internet rápida onde for.

Já trabalhei por dois anos no provedor wireless, e a qualidade do serviço tem caído bastante desde o ano passado. Um problema de foco do proprietário. O ADSL tem liberado 3800 portas, e está cada vez mais instável. O último serviço que chegou foi à conexão via celular pela Vivo e pela TIM. E é sobre este sistema que iremos explanar um pouco hoje. Leia o resto deste post »