PNBL chega ao Paraná em um mês

A notícia abaixo saiu no jornal A Gazeta do Povo, e aborda o PNBL (Plano Nacional de Balda Larga). Como pode ser visto o governo subsidiará a conexão, através de isenção de impostos e atuação de empresas estatais, que no caso do Paraná é a Copel. Leia abaixo:

A Copel vai passar a vender conexão de internet no atacado com preços subsidiados, exigindo em troca que os provedores locais ofereçam aos clientes opções de pacotes econômicos de banda larga, que custarão entre R$ 15 e R$ 30. O decreto que oficializa o Plano Estadual de Banda Larga será assinado hoje pelo governador do Paraná, Orlando Pessuti, e a estimativa é que os primeiros pacotes comecem a ser oferecidos em um mês.
Segundo a Copel, o plano possibilitará a universalização da oferta de banda larga no Paraná até 2013. A iniciativa estadual antecipa a criação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que almeja atingir 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014.


Subsídio

Para oferecer conexão à internet no atacado, a estatal de energia elétrica vai utilizar a sua rede de cabos de fibra óptica, que chega hoje a 227 cidades do Paraná e será aumentada. A internet da Copel será vendida aos provedores por R$ 230 por Mbps (megabits por segundo, medida de velocidade de conexão), um valor mais de 50% abaixo do preço médio do mercado. O subsídio é derivado da diminuição da margem de lucro da empresa e da isenção do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Além dos provedores, as prefeituras do interior também receberão o serviço da Copel. Segundo levantamento da consultoria Teleco, 90% dos municípios paranaenses são atendidos por algum provedor de internet.

Para Carlos Eduardo Mosca lewsky, superintendente de Telecomunicações da Copel, o Plano Estadual de Banda Larga representa um esforço para antecipar os benefícios do similar nacional. “Estudos do Banco Mundial comprovam que cada 10% de penetração de banda larga corresponde a um aumento de 1,3% do PIB da região”, informa.

Pacotes

Os pacotes populares oferecerão conexões de 256 kb (R$ 15) e 512 kb (R$ 30). As velocidades estão abaixo da conexão mínima de banda larga, segundo a União Inter nacional de Telecomuni cações – agência da ONU para padronização do setor. “Apesar da velocidade limitada, reconhecemos ser importante universalizar o acesso à internet convencional. No longo prazo, o desejo é que os clientes passem a receber o fornecimento em banda larga”, almeja Mos calewsky.

A Copel também está investindo em uma rede de fibra óptica que ofereça conexões entre 20 e 100 Mbps diretamente ao consumidor, sem intermediação de provedores. O piloto do projeto Banda Extra Larga está sendo instalado na região central de Curitiba, e espera fornecer internet para empresas e escritórios. A Copel almeja ampliar também este serviço e oferecê-lo no interior do estado.

Plano nacional pretende atingir 40 milhões de residências

Lançado oficialmente em maio deste ano, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pretende capilarizar a oferta de banda larga no Brasil, triplicando o número de domicílios com acesso a internet. Previsto para alcançar 40 milhões de residências até 2014, o plano criou polêmica em torno da reativação da estatal Telebrás, que gerenciava o mercado de telecomunicações antes das privatizações no setor.

Para reativar a Telebrás, que será usada como “espinha dorsal” do plano, o governo deve investir na estatal R$ 3,2 bilhões, através de recursos do Tesouro Nacional. A empresa precisa de R$ 5,7 bilhões para voltar a operar.

O custo total do PNBL é estimado em R$ 12,8 bilhões. Mais da metade deste valor será emprestada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o governo, empresas privadas poderão participar do PNBL de forma complementar, levando o serviço até o consumidor final.

O custo da tarifa deve ser de R$ 15, para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps.

Só fico com uma dúvido sobre isso tudo. Como uma empresa pode vendar 1 MB dedicado via fibra ótica por R$ 230,00 e esperar que o provedor venda um mínimo de 6 conexões de 256 Kbps (a R$ 15,00 cada) e mais 3 conexões de 512 Kbps (a R$ 30,00). Isso dá um total de R$ 180,00, portanto essa diferença sairá de qual bolso? Outra coisa, isso só envolve o custo do link e os outros custos do provedor, como o operacional, estrutura, etc? Com o contrato que será amarrado tudo isso, o provedor fica portanto garantido legalmente no caso de um cliente querer processar a empresa por propaganda enganosa, já que ele NUNCA poderá ter a velocidade contratada, visto que será vendi 1MB da empresa mas se exige que ela forneça 3MB, isso falando no mínimo exigido.

fonte da matéria Gazeta do Povo



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