Susto dado pelo meu pequeno

Hoje foi um dia que começou excelente, mas logo no começo da manhã se transformou em um dos piores da minha vida.

Hoje de manhã acordei cedo e fui tomar café na padaria com meus amigos da igreja. Como sempre foi um momento muito agradável e gostoso.

Cheguei no trabalho e adiantei algumas coisas que estavam pendentes. E depois disso, por volta das 09:15 hs começou a minha tortura! Minha ex-esposa me liga falando que o ônibus da escola havia quebrado e meu menino não chegou lá.

Hoje eu descobri o quanto minha mamãe sofreu quando eu dei estes sustos nela! Realmente foi uma sensação terrível.

A casa onde meus filhos moram, junto com a mãe e a irmãzinha deles, fica no interior, a onze quilometros do centro da cidade (União da Vitória/PR – Porto União/SC). É um lugar muito agradável, dentro da propriedade do avô deles.

Como é um lugar retirado, existem dois ônibus da prefeitura que atendem o interior. Hoje o ônibus quebrou próximo do KM 11. Como a região é cortada por uma antiga estrada de ferro, a região é dividida e conhecida pela quilometragem da ferrovia. Ali é próximo ao KM 13, onde tem duas cachoeiras lindas, que por conta das últimas chuvas estão caudalosas, e são extremamente perigosas. Ao receber a notícia que ele sumiu por ali realmente fiquei muito apreensivo.

Em menos de 10 minutos organizei o serviço e fui com dois técnicos para lá. No caminho deixei um deles trabalhando, e daí fui procurar meu menino. Que sensãção ruim, saber que meu menino estava perdido no meio de todo aquele mato! Uma região que apesar de ser bonita e possuir muitas propriedades rurais, também tem mata nativa, na qual uma criança que não conhece a região pode facilmente se perder.

Vasculhamos a região próxima a cachoeira, e nada. Procuramos próximo a alguns túneis que existem por ali, e nada. Encontrei minha ex-esposa e obtive a informação que eles foram visto em outra região. A medida que fomos seguindo, colhemos mais informações que acabavam por me deixar até mais tranquilo. O pessoal da estrada viu a gurizada e eles realmente estava indo para o lado da estrada principal, onde havia mais pessoas procurando.

Não os achamos e seguimos até a escola. Na região da área industrial da cidade catarinense, onde também fica a escola, nada.

Quando estava seguindo o rastro dele em direção a chácara encontrei a Rosana e logo depois dois grandes amigos que estavam ajudando nas buscas, O Joaquim (vereador da cidade e que possue ligações com a polícia) e o Moisés, um tio da Rosana. Logo descobrimos que eles deveriam estar por ali. Segui para procurá-los atrás de uns pinheiros, e lá estava meu menino e os dois amigos.

Sei que ele está errado, e por mim receberá justa punição. Mas não existe justificativa plausível para um adulto permitir que três crianças se afastem do transporte escolar. Não existe razão para que os colegas de escolas não os denunciassem e impedissem de fazer essa traquinagem.

Mas não posso deixar de falar que fiquei menos nervoso do que achei que ficaria. Ao me aproximar da região que eles sumiram, orei a Deus. Ao voltar para a cidade, agradeci a ele, por permitir que eu encontrasse meu bebê bem.

Preciso por último registrar que me lembrou a minhas traquinagens de infância. Como aquela vez com 7 anos que sumi andando de bicicleta, ou então com 8 anos, quando logrei o perueiro e fiquei na casa de um amigo que conheci naquele primeiro dia de escola…



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