Dia dos Pais

Este é um dia especial para mim. Desde 1998, o Dia dos Pais ganhou novo significado. Por duas coisas, uma me tornei pai em Junho de 1998, e com isso criei consciência de como é difícil ser pai e passei a ver o meu próprio papai com outros olhos.

O que é ser pai? É se tornar a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26a) e passar para o papel de pseudo-criador criando vida da própria vida. Amando primeiro e mais, mesmo correndo o risco de não ter retorno deste amor. É se tornar o provedor do amor na família

Receber os filhos e receber uma herança de Deus (Salmos 127:3), é se tornar o provedor do amor dentro da família (Efésios 5:25,28-29). È ser o profeta do lar, tendo a responsabilidade de zelar e orientar a vida espiritual do lar. Tem a responsabilidade de contruir o pilar da família sobre Jesus Cristo, pois dessa forma dificilmente terá problemas no futuro com os filhos.

Nesta sociedade que vivemos, onde tantos filhos cometem atrocidades contra os pais, os pais estupram filhos e filhas, percebemos uma total falta de valores morais sólidos. Valores estes repassados a nós pelo próprio Deus a mais de 6000 anos, quando criou o homem no mundo.

Deus também nos dá uma receita maravilhosa de como amar. Não somente os nossos filhos, mas a todos que nos rodeiam.

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1 Coríntios 13:4-7

Todo o capítulo de 1 Coríntios 13 é maravilhoso, mas vamos nos ater a parte que descreve como é o amor. Acho incrível como Deus começa essa descrição, o amor é sofredor. Porque quem ama, se preocupa, se aflige, perde o sono, espera o filho chegar às 05:00 hs da madrugada para daí ir dormir. Que ama se preocupa em levar e trazer para a escola, para as festas e para a escola de futebol. Quem ama, leva para trabalhar junto para conhecer como é o ambiente de trabalho do pai e leva para a padaria para fazer um lanche.

Lembro que meu pai nunca me deu demonstrações efusivas de amor. Mas uma das recordações mais gostosas que possuo da infância é quando ele me levava para trabalhar com ele, e ele sendo representante de vendas de uma distribuidora de remédios andava de carro o dia inteiro. Após alguns clientes clientes sempre passávamos nas mesmas padarias, e os clientes de costume entre eles o pai do meu pediatra me davam gulosiemas diversas. Nunca jogamos bola juntos! Nunca brincamos juntos! Mas eu sempre senti o amor dele. Com os meus filhos eu espero não ter o mesmo problema, e quando eles escreverem um artigo destes daqui a muitos anos, que eles possam me descrever como um pai melhor do que o avó. Já do avô meus filhos fariam uma descrição diferente da minha, igualmente melhor, pois ele graças ao bom Deus pode corrigir em vida alguns dos erros que cometeu comigo, entre eles o de não brincar. E fico imensamente feliz por vê-lo brincar com os meus filhos.

Para finalizar fica aqui uma declaração de amor para aquele que me concebeu:

“Meu querido pai! Nunca poderia expressar em palavras o tamanho do meu amor, e do profundo respeito que sinto por você. Eu me lembro sempre com carinho das vezes que você me levou para trabalhar contigo. Dos momentos que passávamos no Eldorado da Pamplona escolhendo os brinquedos do Natal, das tantas vezes que você me levou para brincar de bicicleta no Parque Ibirapuera, das várias Belinas que você teve. Das brigas que tivemos enquanto você me ensinava a dirigir. Do auxílio na escolha do meu primeiro carro, aquele Corsa preto 1997 que comprei, mas que fomos buscar juntos. Me lembro do homem absolutamente comprometido com o trabalho que você é. E do homem integro e valoroso que você é. Não seria metade do homem e pai que sou se não fosse você, meu querido e amado papai Val. Me lembro daquele natal no qual ganhei o F-14 do Comandos em Ação, ou da vez que escolhermos o Motorama. Me lembro da bicicleta BMX cromada que me presenteou, e com a qual eu dei tantos sustos em vocês. Me lembro da vez que abri tua maleta e tomei aquele monte de diuréticos dando outro grande susto. Me lembro dos domingos que passávamos na casa da vó Alaide, da qual sei que você sente muita falta. Lembro do susto de ver o meu super-herói passando mal naquela viagem na Bahia. Eu me lembro…

Peço aqui a sua benção, e oro ao meu bom Deus que ele o conserve durante muitos anos ao meu lado, para me aconselhar, me ensinar e para que eu possa demonstrar o meu amor por você. Gostaria de falar apenas o mais importante, te amo. E me perdoe por não estar com você hoje te dando um abraço, junto aos seus netos.

Do seu primogênito que lhe ama muito, Luciano Santos.”



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